Blog do segmento de cultura do programa Opinião Pernambuco


2.Resenhas & Críticas

25 MULHERES: NOVA LITERATURA

cristhiano aguiar

 

 

 

Primeiras questões acerca do livro 25 mulheres que estão fazendo a nova literatura, organizado por Luiz Ruffato e publicado em 2003 pela Record: por que fazer uma antologia de contos fundamentada num critério de gênero? Por que não "25 homens que estão fazendo a nova literatura"? Haveria uma especificidade, um jeito feminino, uma "literatura de mulheres"? Outra importante pergunta é saber se os objetivos foram cumpridos. Se o objetivo foi elaborar um painel de Quem escreve, Como e Sobre o quê, sim, o livro é bem-sucedido. Se um outro objetivo foi publicar uma antologia com bons contos, que tenham relevância estética, que tenham o que dizer e possam fazer diferença no panorama literário, a resposta é: fracasso. [leia o texto na íntegra]

 

Cristhiano Aguiar é escritor, crítico e mestrando em Teoria da Literatura (UFPE). Este texto foi originalmente publicado no blog da Revista Crispim, como continuação de um post anterior. Confiram!



Escrito por Cristiano Ramos às 14h54
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CRÍTICA EM IMPROVISO - ANTOLOGIA DE CONTOS

cristhiano aguiar

 

 

 

Em busca da nova prosa brasileira, começo a ler antologias de contos publicadas nos últimos anos. A nossa antologia de hoje se chama Boa Companhia e foi publicada pela Companhia das Letras em 2003.

 

Vocês se recordam daquela música “um dia frio/um bom lugar pra ler um livro”? Embora nem sempre Recife seja um bom lugar (muito menos, frio), existem realmente momentos em que livros são uma ótima companhia. Não é o caso deste. Perdoem, ou não, o trocadilho. [leia o texto completo]

 

 

Cristhiano Aguiar é escritor, crítico e mestrando em Teoria da Literatura (UFPE), além de editor da  Revista Crispim.



Escrito por Cristiano Ramos às 04h07
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ALERTA GLOBAL!

marcelo pelizzoli

  

 

A quem interessa fechar os olhos e desmentir o Aquecimento Global ?

A quem interessa condenar ecologistas e taxar militantes como radicais

 

 

 

 

 

Uma avestruz, quando tem medo, mete a cabeça sob a terra, e dá margem a ser devorada por predadores. O mundo ocidental, pós-Revolução Científica e Industrial, e o malfadado capitalismo (do eurocentrismo branco ao american way of life), tendo “vencido” o mundo primitivo, chamado de “selvagem” (como os “índios”), conquistando a Lua e parte da matéria e da energia, vê-se em processo autofágico (auto-devoramento). Tal processo emerge a cada dia de uma série causal complexa de degradações constantes, que se assomam num continuum que reverbera por muitos anos depois de ocorrida uma ação. A exemplo de um lixão, que mais tarde compromete toda uma região de lençóis freáticos, ou a exemplo de um consumo inconsciente com alimentação artificial e quimificada, que em alguns anos gera um câncer ou um a série de doenças degenerativas (há uma “epidemia” delas hoje). [continua. leia o texto na íntegra]

 

Marcelo Pelizzoli é professor do Doutorado em Filosofia e do Mestrado em Gestão e Políticas Ambientais da UFPE. Autor das obras: A emergência do Paradigma ecológico (1999), Correntes da ética ambiental (2003), Bioética como novo paradigma (2007). Além de comentarista da Sexta Cultural do Opinião Pernambuco (TVU)



Escrito por Cristiano Ramos às 01h24
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O LONGO AMANHECER

everardo norões

 

 

O Longo Amanhecer - Uma Biografia de Celso Furtado, vencedor de uma menção honrosa no festival de documentários É Tudo Verdade de 2007, buscou traçar o perfil daquele que foi um dos economistas mais respeitados do século XX. Morto em 2004, aos 84 anos, Celso Furtado impressionava quem o ouvisse discorrer sobre questões econômicas da América Latina e do mundo. Lembro de sua participação na banca de defesa de tese de Aspásia Camargo, em Paris, assim como de várias conferências suas, às quais tive o privilégio de assistir. Além de sua grande envergadura intelectual, Celso Furtado foi um patriota, homem de coragem cívica exemplar, defensor intransigente dos menos favorecidos. [leia o texto completo]

 

Everardo Norões é poeta, cronista e economista. Autor dos livros Poemas Argelinos (1981), Nas entrelinhas do mundo (2002) e A rua do Padre Inglês (2006), entre outros. Os textos aqui publicados são originalmente escritos para o blog A rua do Padre Inglês. 



Escrito por Cristiano Ramos às 14h55
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A TÉNÉBREUSE UNITÉ DE UMA POESIA ALÉM

cristiano ramos

 

Sobre o poeta Everardo Norões e seu livro A rua do Padre Inglês. Uma obra que se propõe ir além

 

 

 

 

 

Comme de longs échos qui de loin se confondent

Dans une ténébreuse et profonde unité,

Vaste comme la nuit et comme la clarté,

Les parfums, les couleurs et les sons se répondent.

 

Como os ecos ao longe confundem seus rumores

Na mais profunda e tenebrosa unidade,

Tão vasta como a noite e como a claridade,

Harmonizam-se os sons, os perfumes, as cores.

Baudelaire

 

Para o leitor mais agudo, memórias vividas e lidas se confundem como fotografias misturadas em um baú. Mas, ao mergulhar na vasta poesia contemporânea, não raramente há quem sinta o desolamento de não reconhecer (entre tantos versos) a grandeza daquelas imagens que se destacaram nas leituras de uma vida inteira.

 

Everardo Norões desenterra de sob os seixos esta razão maior da poesia. A rua do Padre Inglês nos traz um apanhado de sua obra, uma amostra de sua argamassa poética onde se coadunam tradição e moderníssimas demandas existenciais – obra que, por motivos decerto injustificáveis (embora presumíveis), segue desconhecida por tantos. [continua. ler texto na íntegra]

 

Cristiano Ramos é jornalista e crítico literário. Editor deste blog, além de diretor e apresentador do programa Opinião Pernambuco. Também comentarista político na Sexta de Três, da rádio JC/CBN.

 



Escrito por Cristiano Ramos às 02h02
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CRÍTICA EM IMPROVISO

cristhiano aguiar

 

 

Que formas podem tomar a interlocução entre escritores e críticos? Quais os possíveis atritos surgidos a partir daí? Pensar de que maneira adultos (às vezes, nem tão adultos) lidam com o vínculo afetivo que estabelecem com suas criações literárias e argumentações críticas parece ser um importante aspecto deste tópico.

Infelizmente, falar de “afeto”, ou “maturidade”, foge dos meus próprios pressupostos teóricos. Também não sei se estas questões interessam ao estudo da literatura, no final das contas, a não ser como curiosidades ou croniquetas, como a deste post e do anterior [ver observação ao final deste texto].

Escrevi um artigo sobre um jovem romancista, que obteve muito destaque na imprensa. O autor tem muito potencial, mas me parece ainda necessitar de amadurecimento. Por isso, fiz algumas ressalvas quanto ao romance que eu estudava no artigo. Decidi fazer o que muitos críticos e pesquisadores não fazem: mandei o texto para o autor. [leia o texto na íntegra]

 

Cristhiano Aguiar é escritor, crítico e mestrando em Teoria da Literatura (UFPE). Este texto foi originalmente publicado no blog da Revista Crispim, como continuação de um post anterior. Confiram!



Escrito por Cristiano Ramos às 00h21
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